Pancreatite aguda induzida por espinha de peixe: Um relato de caso
Keywords:
Pancreatite aguda, Espinha de peixe, Perfuração por corpo estranhoAbstract
A ingestão acidental de espinha de peixe com perfuração pancreática como complicação é um evento extremamente raro e que apresenta sintomatologia muito inespecífica, sendo de difícil diagnóstico. A associação entre exames laboratoriais e métodos de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada podem auxiliar na investigação, e a abordagem por endoscopia digestiva alta é a primeira escolha de tratamento. 80 a 90% dos corpos estranhos passam de forma assintomática pelo trato gastrointestinal (CHIA et al., 2015), sendo, na maioria dos casos, ingeridos e excretados espontaneamente. Cerca de 10-20% dos pacientes necessitam de remoção endoscópica. Quando há perfuração - que ocorre em apenas 1% dos casos -, é imprescindível o tratamento cirúrgico (WU et al., 2006). A abordagem laparoscópica minimamente invasiva deve ser preferida em relação a cirurgia aberta. O objetivo deste trabalho é descrever um caso de pancreatite aguda por espinha de peixe identificado e tratado no Hospital Municipal Souza Aguiar (HMSA), bem como avaliar as abordagens diagnósticas e terapêuticas, a fim de possibilitar que essa afecção sempre seja pensada como diagnóstico diferencial, pois sua mortalidade é bastante associada à demora ou ausência de definição do diagnóstico.